O Coleiro

Coleiro, Coleirinha, Coleirinho, Papa-capim, Bahiano, Paulista ou Papa-Arroz é uma ave do gênero Sporophila.

Seus habitat são campos abertos e capinzais, ocorrendo praticamente em todo Brasil, com exceção da Região Amazônica e Nordeste.

Devido ao crescente desmatamento e caça ilegal observa-se o aparecimento destas aves em regiões urbanas, sendo avistados nos quintais das casas e nas ruas das cidades, à procura de alimento, há regiões que já foram extintos.

Alimenta-se principalmente de pequenas sementes. Quando criada em cativeiro, sua dieta baseia-se em alpiste e outras sementes. É uma ave muito aprecida por criadores, profissionais e amadores, devido à beleza de seu canto. Hoje existe a disputa de canto em torneios realizados com aves certificadas e registradas junto ao IBAMA.

Na região sudeste, os criadores classificam o coleirinho em dois diferentes tipos levando em consideração o seu canto: Tuí-Tuí(ou Macaquinho), Trindade, Suil Suil, Mateiro e o Grego, sendo o primeiro de canto mais puro e melodioso, consequentemente mais valorizado.

Reproduz-se entre agosto e fevereiro, sendo que em algumas regiões e em casos de abundância de alimento pode reproduzir-se durante todo o ano, principalmente em regiões de clima quente.

Sua ninhada geralmente constitui-se de um a três filhotes, os quais são valentemente protegidos pelos pais contra predadores, não obstante seu tamanho reduzido.

No período reprodutivo, o casal afasta-se do grupo e estabelece seu território. No início o ninho é construído pelo macho e todas as demais tarefas correspondem à fêmea, ficando o macho com a atribuição de cantar para afastar outros coleiros da área.

Apesar de viver nas áreas abertas, procura árvores da borda das matas nos horários quentes do dia e nidifica em árvores e arbustos do contato mata/campo aberto.

O ninho, feito à base de gramíneas, raízes e outras fibras vegetais é construído em forma de tigela rasa sobre arbustos a poucos metros do solo. A fêmea põe geralmente 2 ovos, que são incubados por cerca de duas semanas ou menos, cada fêmea choca 3 ou 4 vezes por ano.

Os filhotes abandonam o ninho após 13 dias de vida e com 35 dias, já estão aptos a comerem sozinhos, e atingem a maturidade sexual logo no primeiro ano de vida, podendo viver em média de 10 a 12 anos na natureza e até 20 anos em gaiolas.

Sua reprodução em cativeiro se dá facilmente, necessitando apenas de um espaço amplo, preferencialmente acima de 2 metros quadrados, sendo que sua cópula acontece com a fêmea parada e o macho a sobrevoa durante longos períodos.

Quando filhotes a sua cor é parda(esverdeada). Após duas ou três trocas de pena(muda) o macho adiquiri a cor branca e negra ou negra e amarela (dependendo da espécie), a fêmea possui cor parda, sendo mais escura nas costas.

A maioria das fêmeas não canta.

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