Muda de Bico

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A muda de Bico é o processo pelo qual as aves substituem o revestimento queratinoso do bico, gasto pelo tempo e pelo uso por um revestimento novo. Muitas vezes esta muda ocorre em uma época determinada do ano, conhecida como “Época da Muda” que normalmente coincide com a muda anual da plumagem.
A nova camada cobre uniformemente todo o bico, e segrega a camada gasta por uma nova camada especial de células que surge sob a camada velha como se fosse uma espécie de liquido que ao contato com o ar endurece expulsando a camada residual ao mesmo tempo em que toma o seu lugar como revestimento novo.

Toda a muda de bico completa-se em torno de um a dois meses, e proporciona ao Coleiro uma debilidade alimentar, consequência da perda de parte da eficiência de algumas funções vitais do Bico.

Neste período devemos fornecer aos Coleiros alimentos de consistência branda, buscando facilitar as operações de esmagamento e descascagem das sementes oferecidas. Recomenda-se neste período em que os Coleiros sofrem restrições alimentares, por terem reduzido a eficiência mecânica do seu bico, um regime alimentar rico em proteínas, destinadas a reporem as reservas do organismo, gastas com a Muda de Penas e Bico.

Costumamos ministrar no bebedouro um complexo vitamínico aliado a uma mistura de sementes a base de Painços com o intuito de minimizar os problemas nutricionais provocados pela Muda em questão.

A Muda de Bico normalmente ocorre conjuntamente com a Muda anual de penas. Entretanto, alguns Coleiros as fazem de forma tão gradual que não chega a ser notada pelo criador, outros Coleiros não seguem esta regra.

Quando a muda de penas ocorre, e as penas caem uma após a outra, em uma sucessão uniforme e regular, sendo que na medida em que caem são substituídas em ordem igualmente regular por penas novas, e a muda é espaçada de forma harmoniosa, os Coleiros conservam a sua capacidade de voar durante este período e apresentam uma muda de bico imperceptível aos olhos do criador, sendo este comportamento muito comum aos Coleiros criados em viveiros.

Comportamento contrario verifica-se nos Coleiros de Gaiola que perderam ao longo do tempo esta capacidade, ficando incapacitados de voar durante a muda combinada de penas e bico exigindo do criador cuidados especiais de manejo.

A camada queratinosa tem vida e esta vida é limitada, quando a camada superficial morre é substituída por uma nova e o seu ciclo de vida é anual.




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